terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Oh noite escura!
Oh lugar perfeito!
Que maravilhas pode causar
Diante do que por minha sensibilidade têm feito?

Ando demais
Conheço lugares, e lugarejos
Mas o que seria de mim sem meus anseios?
anseios do novo, do belo, do exuberante e inexplorado...

Esse som me deixa leve, tão quanto é leve a falta de peso
Só isso...
E ao mesmo tempo me carrega, me preenche com minhas deduções "ilógicas"...
Deduções até sábias diria eu...paranóicas...

Bobagem, o óbvio, são um alerta...
Para aqueles que não o levam em consideração...e diria até aos que levam também
Por mais óbvia que seja uma coisa, ela sempre nos mensageia por algum motivo...
E temos que estar atentos, porque a vida é sagaz e não pára, e nós também temos que acompanhá-la...vê o que há a ser aprendido...sempre haverá...

Eternidade parece atraente...
Tanto quanto nossos momentos de felicidade...
Quem sabe não seja a nostalgia uma forma de eternidade...
E digo mais é uma dádiva, a ser sentida com moderação...ou não!

Afinal tudo passa mesmo...



PS: Imagem e texto de Tammy Cristina (amiga); retirado do blog:
http://tammyxtina.blogspot.com/

sábado, 24 de janeiro de 2009

...


Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!

(Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)

Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.
Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.

E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.


"POEMAS COMPLETOS"
O GUARDADOR DE REBANHOS

Alberto Caeiro, Heterônimo de Fernando Pessoa (Resumo)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Barco a remo



Você tentou tudo
Sim, mil vezes
Experimentado bastante
Terminado bastante
Mas foi você que deixou tudo
Em meu coração
E foi você que mais uma vez
Despertou meu espírito

Eu me afastei, você se afastou

Você incita
Emoções
Em um liquidificador
Tudo em desordem
Mas era você que estava sempre
Lá para mim
Você nunca me julgou
Meu verdadeiro amigo

Eu me afastei, você se afastou
(hopelandic)

Você veleja em rios
Com um remo velho
Escoando mal
Você nada para a costa
Repelido pelas ondas
Mas sem proveito
Você flutua no mar
Dorme na superfície
Ilumina através da névoa

(hopelandic)

Ára Bátur (Tradução)
Sigur Ros